Escritos de Lilia Monteiro

Blog

Escritos

Gratidão

Somos todos marinheiros de primeira viagem quando algo que não esperávamos aporta em nosso convés. São ondas revoltas, durante uma tempestade, que nos deixam à deriva. 

Muitas vezes, diante da incredulidade, não sabemos o que dizer, o que fazer, e que caminho tomar. Mas Deus tem sempre um olhar carinhoso, que nos permite acreditar que tudo podemos quando nos fortalecemos Nele. 

Algumas vezes a gente quer ser forte, e tenta não chorar para não entristecer quem está ao lado. Mas há que se confessar. É difícil!

Nos momentos solitários, a gente se entristece, se recente e de alguma forma tenta o conforto consigo mesmo, mas ele não vem. Outras vezes, para simplesmente desabafar, liga para alguém muito próximo e derrama muitas lágrimas. 

Somos seres incompletos, imperfeitos, errantes. Falhamos quando, muitas vezes, não valorizamos o que temos ou quando o desamor toma conta dos nossos corações e é preciso estar sempre em vigília. 

Mas temos a oportunidade de nos redimirmos, se acreditarmos que a vida deve ser vivida com ternura, esperança, delicadeza, fé e amor, apesar de tudo. 

Podemos ser gratos pela família que temos, mesmo sabendo que nem sempre ela está de acordo com aquilo que acreditamos. 

Podemos ser gratos pela nossa saúde, pelos nossos pais, pelos filhos, pelos netos, pelos amigos, por tudo, mas principalmente por ter a quem amar e por ser amado. 

Se Acreditarmos que somos pó da terra e um simples sopro pode nos levar para outra dimensão, esqueceremos as mágoas, a raiva, deixaremos a amargura de lado, viveremos apaixonadamente e sem medo de ser feliz. 

Escritos

Viva!

Ao longo da vida… Não seja tão exigente consigo mesmo. Fique bravo, se houver motivo, mas não o tempo todo. Perdoe. Se estava triste ontem, hoje é outro dia.

Não se preocupe em ter coisas, elas não trarão mais alegria a sua vida. Mas, viva com dignidade.

Dedique-se a olhar diferente e com carinho a quem te cerca. Dê atenção e afeto às crianças. Cante, brinque, leia e conte histórias para elas.

Viaje, se puder. Organize-se para isso.

Estude. Agradeça por você ter um trabalho.

Faça exercícios, o suficiente para que você envelheça com qualidade de vida. Respeite seus limites.

Leia muito. Leia romances. E, se perca neles.

Seja gentil e paciente com os idosos. Respeite seus pais. Faça-se respeitar pelos seus filhos.

Tenha fé. Seja inspiração. Dê bons exemplos. Cuide do meio ambiente.

Reúna-se, sempre que possível, com os amigos e amigas, para tomar um café, “jogar conversa fora” e dar muitas risadas.

Seja generoso. Faça uma surpresa, gratuitamente.

Se a vida, algumas vezes, foi difícil, certamente ela também foi prazerosa. Aproveite cada instante da sua existência e da melhor forma possível.

Ame muito, ame sempre. Se o amor que se foi te bastou, lembre-se: AMOR nunca é demais.

Escritos

Um Diário de Luke Wygand

Minha vovó adora o U2, uma banda Irlandesa que faz muito sucesso no mundo todo. Ela resolveu escrever uma cartinha para o Bono, vocalista da banda, falando da minha doença, pedindo para que a minha hashtag #golukewygand fosse gritada em alto e bom som quando ele e a banda fizessem o show no Brasil.

A cartinha foi traduzida para o inglês pela minha mãe e dizia assim, em português:

“Querido Bono

Sou uma grande fã e vou assistir ao seu show em São Paulo, Brasil. No livro Diários de um baby, meu neto, que tem uma doença muscular genética chamada miopatia nemalínica, fala sobre sua rotina diária no hospital e menciona o U2. Ele tem 12 meses e vive na Florida com seus pais.

Você está vindo para o Brasil e seria incrível e emocionante se eu pudesse conhecê-lo, mas especialmente se você gritasse no palco #golukewygand (que é o modo que seus pais criaram para sempre lembrá-lo de continuar lutando)”

Well! Bono não deve ter lido a cartinha, mas não tem problema e mesmo que a minha vovó tenha ficado longe do palco, ela levou uma faixa do “golukewygand”, fez a maior propaganda de mim na arquibancada, se divertiu muito no show com as amigas dela, que ajudaram a segurar a faixa, e claro tirou muitas fotos. Até ganhamos, eu e meu pai, que também somos fãs da banda, uma camiseta do U2.

Da próxima vez, disse a minha vovó: “vou ficar na turma do gargarejo”. Alguém sabe o que isso quer dizer? That’s ok! Vou pesquisar e conto para vocês.

Neste diário falei bastante da minha vovó, mas era necessário. Afinal não é todo dia que vovós escrevem uma carta para uma banda e comparecem ao show levando faixa com o nosso nome.

De qualquer maneira, e quem tem vovós sabe do que estou falando, elas têm mesmo um amor diferente pelos netos. São tão aconchegantes quanto o colo da nossa mãe e encantadoras como o sol. Não se cansam de cantar para nós, ensinam muitas coisas e por mais que cresçamos, sempre seremos o “netinho (ou netinha) amado da vovó”.

Obrigado por me lerem.

Um beijo e um UPA!

Luke